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TABAGISMO! Dicas sobre esse fator de risco     
               

            Estatísticas mostram que, atualmente, o tabagismo é responsável por 90% das mortes por Ca de pulmão, por 25% das devidas às doenças coronarianas, 85% das consequentes à doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e 25% dos óbitos por doença cerebrovascular além do aneurisma arterial, da trombose vascular, da úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem. No Brasil, estima-se que, a cada ano, 200 mil cidadãos morrem precocemente devido às doenças causadas pelo fumo (OPAS, 2002). Recente pesquisa da SOCESP (Datafolha), apontou que 95% dos cidadãos têm total consciência de que fumar é um fator de risco para complicações cardíacas. Portanto, a alta taxa de fumantes só se explica pela dependência e pelos fatores comportamentais que dificultam o abandono do cigarro. É nesse quadro que a orientação médica/psicológica assume ainda maior importância, já que um tratamento adequado aumenta consideravelmente as chances de largar o cigarro.

            A psicóloga Silvia Maria Cury Ismael coordenadora dos Programas de Controle do Fumo do HCor -Hospital do Coração de SP e do Comitê Anti-tabaco SBC/FUNCOR nos dá  várias dicas: 

            “O cigarro está associado a mais de 50 doenças e à mortalidade prematura. Para o ano de 2030, a perspectiva de mortalidade é de 3 milhões nos países desenvolvidos e de 7 milhões nos países em desenvolvimento. Pela OMS, o tabaco faz mal em qualquer forma de apresentação. Uma sessão de Narguilé, que todos achavam sem causar mal algum, equivale fumar 100 cigarros (recentemente proibido para menores em SP).

A nicotina tem o papel de estabelecer a dependência e promover o efeito psicoativo: ou seja, a nicotina altera estado físico (dependência física), emocional (dependência psicológica) e altera comportamento (situações associadas ao cigarro). Nos não podemos deixar de perguntar se o nosso paciente é fumante. Caso seja, faça uma abordagem no sentido de verificar sua disposição para parar, e se já pensou em parar de fumar, verifique se está motivado para esta mudança, e se não estiver procure fazê-lo. Mostre-lhe que sua preocupação, explique como funciona sua dependência a nicotina, não o julgue, apenas oriente-o. Caso não esteja motivado, marque retorno próximo e aborde novamente este assunto.

Se estiver motivado a parar, oriente-o de como fazê-lo, discuta a melhor medicação, faça um cronograma de cessação (desmame progressivo) e oriente sobre a Síndrome de Abstinência da nicotina. Neste caso também, marque retornos próximos para acompanhá-lo e apoiá-lo durante a cessação do cigarro. Deixe sempre um telefone disponível para os momentos que ele estiver inseguro e que possa contar com você. Em resumo, pergunte sobre o tabagismo e colha seu histórico; aconselhe-o a parar, avalie seu grau de motivação; prepare-o para parar de fumar, marcando uma data, dê material de auto-ajuda, proponha atitudes e hábitos de vida saudáveis, como por exemplo, iniciar atividade física; e por último, nos retornos, elogie seus progressos e não o recrimine se recair. Lembremos aos pacientes que o Cigarro é o único fator de risco que o paciente literalmente joga no lixo!”

PS :Tabagismo e morte (INCA)

De acordo com o Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, realizado em 2002/2003, entre pessoas de 15 anos ou mais, residentes em 15 capitais brasileiras e DF, a prevalência de tabagismo variou de 12,9 a 25,2% nas cidades estudadas. Os homens apresentaram prevalências mais elevadas do que as mulheres em todas as capitais. Em Porto Alegre, encontram-se as maiores proporções de fumantes, em ambos sexos, e em Aracaju, as menores. Essa pesquisa também mostrou que a concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo. Em relação à prevalência de experimentação e uso de cigarro entre jovens, de acordo com estudo realizado entre escolares de 12 capitais brasileiras, nos anos de 2002-2003 (Vigescola) a prevalência da experimentação nessas cidades variou de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no feminino, enquanto a prevalência de escolares fumantes atuais variou de 11 a 27% masculino e 9 a 24% feminino.


Nossa entrevista no programa Jornal Gente da Radio Band AM e FM, sábado dia 2 de setembro 2017 - Cardiologia e Medicina do Esporte
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Última atualização: 25.01.2015, por Lógika
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