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EVITAR MORTES NAS MARATONAS E OUTRAS CORRIDAS

 

Aconteceu novamente, quatro paradas cardíacas na maratona de NY 2008, duas recuperadas e internadas e duas mortes súbitas ao completarem a prova.. Dias após, uma das internada veio a falecer. Dentre os três, um esportista brasileiro de 58 anos. A necropsia mostrou grave cardiopatia aterosclerótica e presença de stent. Segundo a mídia divulgou todos os seus exames clínicos pré-prova estavam normais !

A possibilidade de uma não detecção de doenças cardíacas de risco por um cardiologista experiente é baixa mas logicamente possível. Já o não especialista é muito mais elevada essa chance . Analisando as possibilidades desse fato:

1. O médico não cardiologista não possui todo o conhecimento em detectar alterações, mesmo discretas, nos exames de pré-participação.

2. O atleta não presta atenção no próprio corpo. Um significativo percentual de atletas, que tiveram morte súbita, apresentou sintomas premonitórios não valorizados até 10 dias antes da prova (Northcote et als 1998), por isso qualquer mal estar no esforço, deve ser valorizado e comunicado ao médico.

O atleta com mais de 40 anos deve saber que correr maratona não é como passear no shopping. Ele precisa de preparação física e técnica orientada ao menos seis a nove meses antes, avaliação médica em cardiologia aplicada ao esporte, correção dos fatores de risco, alertar sobre condições ambientais, risco x benefício da prova etc. Não existe o risco zero na pratica algum esporte de elevada intensidade. Sendo assim, qualquer evento médico deveria ser esmiuçado aos mínimos detalhes, para que possamos prevenir o atleta ao máximo. Esporte não é vacina nem a avaliação é um seguro de vida.

Não devemos tapar o sol com peneira; vamos ter mais problemas sem dúvida. Os exageros e falsas garantias de sucesso são parte do dia-a-dia do modismo das corridas (muitas sem responsabilidade pelo Brasil afora). Boas empresas de assessoria física nós temos, os clientes chegam aos montes, então o que fazer?

1- Não facilitar as avaliações pré-participação, que devem ser sempre completas.
2- Alertar ao esportista que deve trazer os exames para revisão mesmo que estejam normais (muitos “abrem” os exames e estando normais não os levam ao médico)
3- Não desvalorizar pequenas alterações que encontradas na avaliação, e se necessária pedir uma segunda opinião ou junta médica, com humildade e responsabilidade visando o bem estar do nosso cliente.

Afinal ninguém sabe tudo e nem é anjo !


Dr. Nabil Ghorayeb
- CREMESP 15715
Doutor em Cardiologia (FMUSP)
Especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte


Nossa entrevista no programa Jornal Gente da Radio Band AM e FM, sábado dia 2 de setembro 2017 - Cardiologia e Medicina do Esporte
Ouça aqui  

 

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Última atualização: 25.01.2015, por Lógika
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