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O PERIGO DA TESTOSTERONA


     Vamos lá, novos problemas à vista pelo uso indiscriminado da Testosterona sem indicação médica, como por exemplo de uma deficiência chamada de Hipogonadismo. O Food and Drug Administration - FDA poderoso equivalente da ANVISA dos EUA, decidiu abrir investigação profunda sobre o problema mundial (comercial) da Terapia de Reposição de Testosterona, depois de mais uma pesquisa científica de grande profundidade científica publicada no Medscape. Jan 30, 2014.  “Another Study Links Testosterone Therapy to MI Risk” – Outro Estudo liga a terapia com Testosterona ao Risco de Infarto do Miocárdio .

     Homens adultos com menos de 65 anos que usaram testosterona foram significativamente mais propensos a ter um Infarto do Miocárdio nos primeiros 90 dias após o início da medicação. Essa propensão variou de 36% a 61%, enquanto os mais velhos foram duas vezes (200%) mais propensos, todos com resultados consistentes, numa revisão de várias pesquisas recentes com duração de 12 semanas ou mais. O Ministério da Saúde Norte Americano (NIH) declarou que um estudo patrocinado pelo governo, investigando um gel de testosterona muito comercializado para homens e mulheres, foi interrompido pelos resultados cardiovasculares adversos que estavam ocorrendo, inclusive infelizmente com mortes.

     Evidente que devemos lamentar a enganação a que foram induzidos os nossos atletas lutadores de UFC e outras Artes Marciais pelo uso dessa e outras substâncias, com intenção de fortalecê-los, e que hoje são combatidas pela opinião médica internacional, pelos efeitos colaterais visíveis, danos graves à saúde atual e futura decorrem desse uso não indicado pela Medicina clássica ética. Repor algo que foi causado pelo uso não médico é que resultou em queda dos hormônios masculinos, que agora precisam de competente tratamento com endocrinologistas para tentar normalizá-los.

     A medida correta, neste momento de desconfiança, em relação aos riscos cardiovasculares dessa terapia de reposição do hormônio testosterona, exige que os pacientes e usuários em geral, sejam esclarecidos dos possíveis efeitos colaterais tão graves. A moda dos jovens e de adultos esperançosos nos efeitos estéticos visuais consequentes a essa terapia de alto risco cardiovascular, deve ser esclarecida pelos médicos e combatidos os vendedores virtuais que infestam academias, mídias sociais,   como orienta o nosso Conselho Federal de Medicina no seu parecer  19/13 sobre essa moda para ganhar músculos e força física com hormônios.

 

 

Dr. Nabil Ghorayeb - CREMESP 15715
Doutor em Cardiologia (FMUSP)
Especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte


Última atualização 08.05.2014
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