Fale Conosco Página Principal
 
 

PUBLICAÇÕES


CLIMA TEMPO




LINKS SUGERIDOS



PSICOCAMP

Ultramaratonas


Olimpíadas, Doping e Coração

 

Chegamos à Olimpíada 2008, nos seus bastidores o maior objetivo é manter a lisura das competições, pelo exame antidoping detectando substâncias proibidas. Superar os limites melhorando o desempenho e alcançando o ápice esportivo e conseqüentemente o financeiro, faz com que alguns atletas se utilizem doDoping, que é a presença de uma substância proibida ou seu metabólito em uma amostra corporal de um atleta que usou ou tentou usar essa substância para aumentar a performance atlética. Muitas delas, também causam danos no aparelho cardiovascular, e pior, acabam nas mãos da população e principalmente de muitos alunos de academia na que procura da estética e superioridade no seu meio. O Dr. Marcos Aurélio Brazão de Oliveira, Mestre em Cardio pela UFF, ex-Presidente da S.B. de Med do Esporte, cardiologista e medico do esporte nos esclarece esse assunto.


ESTIMULANTES DO SNC - Os proibidos pelo Comitê Olímpico Internacional e Agência Mundial Anti-doping (WADA) são: amineptina, amifenazole, anfetamina, bromantan, carfedom, cocaína, efedrina, fencamfamim, mesocarb, pentetrazol, salbutamol, salmeterol, terbutalina e substâncias similares, sendo mais utilizados por atletas as anfetaminas e a cocaína.

Os benefícios esportivos pelo uso de estimulantes são: a melhora do desempenho por aumento da agressividade e da força, maior e melhor estado de vigília e menor sonolência e fadiga além de contribuir para a diminuição do tecido adiposo. Os seus riscos potenciais: taquicardia e outras arritmias, aumento da PA, aumento do consumo miocárdico de oxigênio, podendo levar ao infarto agudo do miocárdio seja por espasmo coronário e isquemia miocárdica em pessoas susceptíveis, distúrbio do sono, agitação, tremores e incoordenação motora. Adamson e cols. demonstraram recentemente em cães, um aumento significativo da incidência de arritmias ventriculares induzidas por isquemia miocárdica pós-administração de efedrina em cães.

 


ESTERÓIDES ANABOLIZANTES (EA) - capazes de aumentar síntese protéica, massa, potência e força musculares, podem provocar inúmeros efeitos cardiovasculares secundários. Tagarkis, demonstrou em microscópico, que em usuários de EA e praticantes de treinamento de força concomitante, ocorre um crescimento desproporcional de capilares cardíacos e aumento dos miócitos. Os resultados desse trabalho sugerem que o uso de EA poderia desenvolver um desequilíbrio entre a oferta e o consumo de O2, especialmente durante o exercício. Tracey e colaboradores, demonstraram uma diminuição do compliance ventricular com o uso de 17-metiltestosterona, provavelmente por um aumento da atividade da lisil-oxidase.

Outros efeitos CV dos EA: retenção hidrossalina com formação de edemas, hipertensão arterial, edema agudo de pulmão, aumento do LDL acima de 150mg/%, diminuição do HDL, que pode chegar ao nível de 14 mg/%, disfunção tiroideana, distúrbios do sono e alterações da função hepática, icterícia e adenocarcinoma hepático nos usuários de esteróides modificados no carbono na posição 17-alfa. Enfatizamos o papel do médico como educador na orientação dos adolescentes que procuram o consultório buscando informações sobre o uso de EA, condenando de forma contundente o uso de tais substâncias e alertando para seus perigos em potencial.

 

Dr. Nabil Ghorayeb
- CREMESP 15715
Doutor em Cardiologia (FMUSP)
Especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte

Nossa entrevista no programa Jornal Gente da Radio Band AM e FM, sábado dia 2 de setembro 2017 - Cardiologia e Medicina do Esporte
Ouça aqui

 

Facebook CardioEsporte Total


 



Última atualização: 25.01.2015, por Lógika
® CardioEsporte - Todos os direitos reservados.