Fale Conosco Página Principal
 
 

PUBLICAÇÕES


CLIMA TEMPO




LINKS SUGERIDOS



PSICOCAMP

Ultramaratonas


FIBRILAÇÃO ATRIAL – a nova arritmia do excesso de exercícios


     Existem dois tipos de arritmia chamadas de fibrilação, a ventricular quando o impulso elétrico que faz o coração se contrair, não chega de modo contínuo e organizado, e sim como LEDs que se acendem e apagam, sem sequencia lógica. Por isso o miocárdio não se contrai e fica literalmente “tremendo” o que significa na pratica uma parada cardíaca. A outra fibrilação é a dos átrios (chamada de atrial), originada na cavidade da parte superior do coração. O átrio esquerdo como o direito, se contraem para enviar o sangue para os ventrículos numa sincronia que é o batimento cardíaco regular. Em repouso os batimentos podem variar ao redor de 40 a 60 por minutos e durante uma atividade física intensa podem atingir 200 por minuto. Na  fibrilação atrial a quantidade de sangue efetiva que sai para os ventrículos é 30% menor do que o habitual o que é um prejuízo para a atividade física e sua performance. Como os ventrículos estão bombeando normalmente podemos viver, porém sem exageros físicos. Se essa arritmia persistir por mais de 48 horas existe o risco de provocar um AVC (acidente vascular cerebral ou encefálico). O tratamento da fibrilação atrial é por medicamentos ou pelo choque elétrico da cardioversão (que reverte para o ritmo regular) ou mais modernamente por ablação (cauterização dos focos) ou até por cirurgia cardíaca.

     Tudo isso para lhes contar que há algum tempo, vários pesquisadores cardiologistas e médicos do esporte notaram que, vários atletas de muito alto rendimento e ex-atletas ativos que praticaram exercícios, incluindo os treinamentos, e competições aeróbicas atingiram mais de 14000 horas, (por exemplo um atleta que praticou seis horas por dia em seis dias semanais chegou a 1700 horas por ano de esportes), tinham maior chance de desencadear a fibrilação atrial aguda.

     A mais recente publicação de impacto científico sobre esse tema, foi em dezembro de 2013, na revista “European Heart Journal”, que num editorial dos médicos Gerche e Schmied, afirmaram a preocupação com os exageros radicais dos exercícios. A recomendação preventiva começa no abandono de hábitos alimentares e do uso de anabolizantes, energéticos não legalizados no Brasil, que são ingeridos em quantidades abusivas altamente danosas até letais, correção dos fatores de risco mesmo se pouco alterados (colesterol, pressão arterial, tabagismo, alcoolismo), tratamento adequado das viroses com repouso obrigatório e finalmente conhecer quais as intensidades e volume dos treinamentos com ajuda de um profissional de educação física. O exagero físico em treinamentos e provas, sem nenhuma base ou necessidade de atleta profissional, não traz mais Saúde e sim mais lesões e problemas médicos de toda ordem.

 

 

Dr. Nabil Ghorayeb - CREMESP 15715
Doutor em Cardiologia (FMUSP)
Especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte


Última atualização 09.05.2014
® CARDIOESPORTE - Todos os direitos reservados.
Radio Sputnik Brasil
Nossa entrevista à Rádio Sputnik Brasil, dia 14 de junho 2018
Ouça aqui  



Nossa entrevista no programa Jornal Gente da Radio Band AM e FM, dia 2 de setembro 2017 - Cardiologia e Medicina do Esporte
Ouça aqui

 

Facebook CardioEsporte Total