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Morte súbita / Parada cardíaca de atletas e esportistas em julho e agosto 2011

 

Ora é doping ora é morte súbita ora é parada cardíaca RECUPERADA, afinal o que aconteceu. Revendo as notícias e procurando detalhes descobrimos algumas informações importantes. As últimas notícias de mortes súbitas ocorreram em atletas em atividade e podemos afirmar que tinham algum histórico de problemas cardíacos ou que não fizeram exames médicos de pré-participação.

O jogador de futebol de salão tinha 38 anos, morreu de infarto do miocárdio, maior causa de morte nessa faixa de idade. O futebolista do Japão 34 também foi de infarto e o lutador de Tae Ken Do , de 20 anos tinha um problema cardíaco e foi "liberado". Na meia maratona Asics em agosto em SP, ocorreu parada cardíaca num corredor de 40 anos e foi recuperada com desfibrilador, que estava disponível durante a prova.

Analisando os fatos acima depois de averiguados vemos o seguinte: o futebolista de salão, que chegou a seleção brasileira, estava há mais de dois anos sem fazer avaliações cardiológicas e esportivas apesar da idade de risco. Arritmia de causa desconhecida ou infarto com arritmia pode ter sido a causa de morte do futebolista japonês. O jovem lutador tinha problemas há anos e segundo sua família seu médico o liberou para voltar ao esporte das artes marciais.

Uma detalhada análise do caso do esportista corredor: seu treinador informou que ele havia lhe dito que tinha feito todos os exames, porém NÃO TROUXE nenhum atestado médico, o que mostra uma falha importante. Segundo apuramos, o seu teste ergométrico foi submáximo, não tinha médico cardiologista presente e seu período de recuperação (pós teste) não ultrapassou 2 minutos (contrariando TODOS os protocolos) o que num atleta nessa faixa de idade pode ser considerado no âmbito da ética, como um verdadeiro erro médico passível de punição.

Relembrando a morte do brasileiro há dois anos na maratona de NY. Em conversas com os diretores da companhia que o presenteou com a fatídica corrida soubemos que paciente com DAC e Angioplastia prévias foi liberado após teste submáximo, por um cardiologista de SP que ESQUECEU de alertar sobre o risco de maratonas para o coronariopata, sobre o clima adverso de alto risco (baixas temperaturas ambientais) provável e etc.

"Ninguém Morre de Véspera", sem dúvida uma frase para lembrar que uma coisa é fazer exercícios moderados, orientados e limitados outra é participar de provas extremas como maratonas e que tais, como foi demonstrado na tese de doutorado do Dr Giuseppe S. Dioguardi, recentemente no IDPC-USP, em que a oxidação das lipoproteínas aterogenicas, inflamação etc são características metabólicas de alto risco presentes nos corredores de maratona.

Posso concluir que somente uma competente avaliação preparticipação poderá diminuir o risco de eventos trágicos cardiovasculares e um pronto atendimento treinado e com Desfibrilador Externo Automático poderá salvar a vida numa parada cardiorespiratória.



Dr. Nabil Ghorayeb
- CREMESP 15715
Doutor em Cardiologia (FMUSP)
Especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte

Nossa entrevista no programa Jornal Gente da Radio Band AM e FM, sábado dia 2 de setembro 2017 - Cardiologia e Medicina do Esporte
Ouça aqui

 

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Última atualização: 25.01.2015, por Lógika
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