Fale Conosco Página Principal
 
 

PUBLICAÇÕES


CLIMA TEMPO




LINKS SUGERIDOS



PSICOCAMP

Ultramaratonas


Crianças, Esporte e o Coração.


     Nesta semana teremos mais um Congresso da Soc. de Cardiologia do Estado de SP, e a sua relevância diz respeito ao fato de ser o segundo maior Congresso de Cardiologia da América do Sul, o primeiro é o Congresso Brasileiro de Cardiologia. Um dos principais Fóruns de Debates que estaremos participando, será sobre Prevenção Cardiovascular na Criança e Adolescente.

     Uma criança sadia, além de não ter doenças crônicas, sabe dicas positivas de alimentação, pratica atividades físicas livremente, sem cobranças ou direcionamentos para determinados esportes pelos pais. Ela é que deve escolher o que mais gostaria de praticar.

     Em nossa Seção de Cardiologia do Esporte do Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia recebemos uma média de 15 crianças/adolescentes por semana para avaliações cardiológicas e médico esportivas, e qual tem sido a nossa surpresa ao encontrar em muitos, o que chamamos de adaptações fisiológicas do um coração de atleta, precoce, nesses garotos. Além disso o início de alguns problemas ortopédicos, pelos abusos e erros dos exercícios, sejam de força (“puxar ferro ou musculação”) sejam exercícios de resistência (corridas longas).

     Quem deve orientar exercícios é o profissional da área, o educador físico, mas a falta deles e treinos propositalmente exagerados, para satisfazer pais ansiosos em ver o filho, um Neymar, um Guga, uma Hortência, uma Magic Paula, a Marta do futebol, deixando de lado as recomendações dos ortopedistas pediátricos e cardiopediatras em relação aos exageros desnecessários.

     Como já comentamos antes, alguns pais não aceitam derrotas dos filhos que começam a sentir o peso das competições e da pressão por bons resultados. Depois estimulam os excessos físicos, trazendo risco para a saúde e perda do gosto para o esporte. Não são poucos ótimos atletas mirins, que desistem por estarem saturados das cobranças e dedicação exagerada necessária para vencer como atleta.

     O nosso banco de dados do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e do HCor – Hospital do Coração da A.S.S. mostra que 23% dos jovens examinados tem alguma alteração nos exames cardiológicos, variando de benigno ou não, quase que todos sem se queixar de qualquer sintoma. As avaliações dos meninos das “peneiras de futebol” de quatro clubes paulistas apontaram alterações no eletrocardiograma simples em 17% deles. Por isso, a realização inicial ao ano esportivo e repetido periodicamente é essencial.

     Recentemente estivemos tratando de uma atleta de quase 18 anos, vitoriosa e forte promessa para a Olimpíada de 2016, com uma cardiopatia genética de risco. Necessitou de uma Ablação, que é uma espécie de intervenção cirúrgica, para ser curada totalmente e recomeçar seus treinamentos. A surpresa foi o problema ter sido descoberto apenas agora, em pleno andamento da carreira. Não foi o primeiro caso que tivemos.

     O fiscal da saúde é a família, então exijam que se façam as avaliações médicas competentes e não só um “quebrar o galho” administrativo comum interior afora. A pratica esportiva, seja de lazer ou federada/competitiva, exige no mínimo uma consulta, um eletrocardiograma e alguns poucos exames de laboratório além da avaliação ortopédica minima.

     Para os profissionais da saúde estão disponíveis as Diretrizes da Soc Bras de Med Esporte e Exercício como da Soc Bras de Cardiologia que orientam os caminhos dessas avaliações médicas pré participação esportiva.

 

 

Dr. Nabil Ghorayeb - CREMESP 15715
Doutor em Cardiologia (FMUSP)
Especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte


Última atualização 08.05.2014
® CARDIOESPORTE - Todos os direitos reservados.

Nossa entrevista no programa Jornal Gente da Radio Band AM e FM, sábado dia 2 de setembro 2017 - Cardiologia e Medicina do Esporte
Ouça aqui

 

Facebook CardioEsporte Total