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Uso de anabolizante triplica

 

Levantamento do Cebrid indica que 1,2 milhão de jovens em 108 cidades, inclusive a capital, fazem uso de esteroides, injetáveis ou em pílulas

Não foi a maconha, o crack ou a cocaína. O anabolizante é a droga que mais ganhou espaço entre os jovens, mostra levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid). O uso de esteroides, injetável ou em pílulas, triplicou na população. O crescimento fez a ciência destinar mais pesquisas sobre a substância que aumenta os músculos e coloca em risco à saúde. Os novos resultados revelam até mesmo ligação do produto com a violência.

Em 2001, 540 mil brasileiros admitiram o uso das chamadas 'bombas', número que passou para 1,2 milhão nos últimos dados do Cebrid, colhidos em 108 cidades com mais de 200 mil habitantes, incluindo São Paulo. Isso indica que quase 1% de todos habitantes do País está sujeito a ser mais violento, já que estudo apresentado semana passada pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de SP (USP) atestou que o anabolizante estimula a agressividade, além de diminuir a capacidade do cérebro de inibir comportamentos tidos como inapropriados (leia mais ao lado).

"O trabalho foi feito em camundongos, que têm sistema genético muito parecido com o dos humanos", explica a pesquisadora Silvana Chiavegatto, orientadora da pesquisa. "Na região do córtex (frente do cérebro), responsável por inibir a postura agressiva, os danos causados pelo uso do anabolizante foram de 66%."

Não é apenas o dano cerebral que induz a violência. A maior parte dos usuários desta droga está reunida em academias, em frente ao espelho puxando ferro, em busca de uma aparência musculosa, conseguida em pouco tempo com ajuda dos esteroides. A força trazida pela nova forma tem impacto direto nas atitudes. Quem era "mirradinho" passar a ser o "fortão". A autoconfiança e a nova ideia de poder incentivam as brigas, explica a farmacêutica do Cebrid, Solange Aparecida Nappo. "Apesar de não ser uma droga que provoca dependência química, entrevistamos 60 meninos usuários, de 16 a 24 anos, e todos apresentavam os sinais clássicos do vício", conta Solange. "Eles reduziam todo repertório de vida à malhação, só falavam de academia, competiam para ver quem tinha o bíceps maior, ficavam afastados da família e amigos e suportavam qualquer sequela para atingir o objetivo de ficarem maiores."

A dependência psicológica do anabolizante, que é acompanhada de uma obsessão pela aparência, tem um nome. É o "Complexo de Adônis", deus grego que representa a beleza masculina. Mas o usuário de esteroide é um Adônis doente, impotente, infértil, com saco escrotal reduzido ao tamanho de uma azeitona e à beira de um colapso no coração, como evidenciou trabalho científico do Instituto Dante Pazzanese. Foram estudados seis jovens que enfartaram antes dos 30. Em comum, todos eram usuários das 'bombas'.

"É um produto altamente perigoso, que provoca danos cardíacos e câncer no testículo e fígado. Mata, aleija e causa danos irreversíveis", ressalta o cardiologista Nabil Gorayeb. "O anabolizante precisa ser combatido como o tráfico de drogas", afirma o médico.

Era para ser um medicamento, vendido com receita controlada, e prescrito para casos raros de falência muscular, em especial idosos. "O padrão estético provocou um aumento assustador do uso indiscriminado. Um mercado negro foi constituído para uma indústria que movimenta milhares de dólares", diz o fisiologista da Unifesp Daniel Venâncio.

 

FERNANDA ARANDA, fernanda.aranda@grupoestado.com.br


Jornal da Tarde - Publicação




Dr. Nabil Ghorayeb
- CREMESP 15715
Doutor em Cardiologia (FMUSP)
Especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte
Radio Sputnik Brasil
Nossa entrevista à Rádio Sputnik Brasil, dia 14 de junho 2018
Ouça aqui  



Nossa entrevista no programa Jornal Gente da Radio Band AM e FM, dia 2 de setembro 2017 - Cardiologia e Medicina do Esporte
Ouça aqui

 

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Última atualização: 25.01.2015, por Lógika
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